sábado, 12 de julho de 2014

É esse o teu maior problema, como
se de enigmas se tratasse estar.
Ser paternalista, obcecado ou manso.

Cansado de ter existir, preso
a ti, a mim, ou até mesmo um nós.

Querer ser maior não é pecado!
Nunca o foi.
É a virtude e pontuação, em tempo
certo.

segunda-feira, 31 de março de 2014




Fá-lo falar, de quem falo
porque falo, por que não quero falo.
Falácias e outras falas
Falaram,

por nós.



segunda-feira, 24 de março de 2014

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Eu quero mas meu corpo desiste,
forço e nada levo, só recordações e
alma antiga.

Por aqui fico, hoje e não há


um


amanhã.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

tomar decisões é para os fortes e chorá-las também.

Não há Pai nem deus que ajude.
Perder é sempre uma merda!
A morte também o é e para mais.

"... Por isso abraça-me, chama a sorte..."

Vale tudo o que fica.
Mas a presença foi-se, a imagem desconstrói, a falta aperta.
As adversativas também são uma merda.

Os Mestres, reclinados, riem-se.
Os alunos, altivamente, choram.

E assim via universo lá vai mais uma perda.
E se detesto perder...

quarta-feira, 26 de junho de 2013

SECRETO


Vejo o mundo daqui do canto do mundo
e algo acontece.
Vejo-te daqui e nada temo em ti
enquanto tudo o que acontece
transforma o canto do meu mundo.
A mais pequena peça, o recôndito escondido,
tu e eu e a nossa própria dança
algures entre os lugares, os ares
são puros ou negros onde tudo acontece
no nosso mundo.
A ver daqui o que o coração sente
cheiro quem me percorre a alma
e tento tocar o mundo urgente.
Daqui tudo pode aparecer ao jantar
da pinga à fome, da fartura ao cheio,
tudo pode ser em segundo depressa.

E nada muda o lugar criado ao amor
exposto ao terror da verdade, assim,
tal qual a conhecemos daqui
deste nosso pequeno mundo mudado.


É contigo que falo.
Malvada solidão traiçoeira
cheia de poeira
levantas-te de nenhures
alva como a estrela
cristalina de aguardente
da terra reviras-te
da água te serves
do calor transformas-te
e à minha mesa vens parar
sempre a acelerar.
Das palavras roubas o valor
e às orelhas capas a atenção,
rasgada a ilusão de ser alguém
com condições de audição.

E o exercício acaba abraçado a ti,
solidão malvada
traição me fazes
despida na minha rua
nua na minha cama.

Olha que o sangue derrama.


Se queres rir, ri
que eu quero chorar
por tudo o que vi
ao sentir o que senti.
Nada é mesmo arte...
O planeta chama-se Marte?
Quem és tu para afirmar?
Quem sou eu para ensinar?
Ainda ando a ensaiar
como na linha pisar
e voltar a ser eu...
Que é do teu amor?
O que fizeste ao sorriso
que inundava a minha água?
Nos olhos vivo o que chorei
e nada mais te direi.
Volta Solidão, perdoo-te,
agora e para sempre
julguei que era diferente
sentir o que vivi.


Mas nada vale a pena sem ti
porque nada existe sem a tua dimensão
sem sequer a ilusão de ser
para além de ti, solidão.
Nem a lua mais cheia te apaga
nem o confronto com a multidão
nem o desejo inconformado
nem o mundo transformado,
tu és tu e ris-te
e eu sou mais eu e choro.

E tudo recomeça como no amor.


\ para todos os pais do nosso pequeno mundo\


sábado, 23 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

acasos da Vilania.

Com uma aprendi a estendê-la.
Com outra aprendi a dobrá-la.
 (a roupa)