Ando com uma pequena sensação entre as pernas.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Talvez cu.
Anagrama musical só o se for o declarado às tantas Anas e Gramas que andam por ai.
Nunca tive uma Ana com uma Grama nem uma Grama com uma Ana. E várias Anas desamei, desengatei e perdi (algumas já foram cantadas por aqui) entre versos sussurrados em plena altura do cio, demasiadas Gramas tive, nunca com uma Ana, talvez com uma Paula, uma Raquel, uma Sandra, uma tipa voluptuosa pelas escadarias de Coimbra e penso que também com uma menina de bem, chamada Constança.
Gostava de cantar o ANAGRAMA, lendo no alvo corpo de uma mulher o poema que só os corpos em êxtase têm. São belos os corpos, enlaçados e enamorados, deixados levar por algo que não conseguimos controlar, é belo e efémero esse momento, é aquilo que interpreto por felicidade e depois saudade, o que mais custa a esquecer, o corpo alvo, os beijos e os abraços, a penetrações lentas e saborosas e o morder da almofada quando tudo explode á nossa volta. Deixei mo-nos disto. Uma vez vilão..
Aqui tratasse do desengate, da porta que fecha no peito e que teima em abrir, em vilipendiar as mulheres como se de Deus se tratasse. Pois mulher é Deus ("o Ceu é bom" maldito bardo), sempre foi, ela senhora do nosso destino e nós meros subidtos que apenas podemos clamar clemencia na hora do abandono, descalçar a bota e partilhar sobre, para que isto seja mais fácil.
Para amar é só abrir uma porta, para desamar apenas se pode esperar que ela feche.
(também gosto de maiúsculas, pontos finais, virgulas e todos os outros, sou é um velho do Restelo)
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
tu - larga-me a!
que tens tu a ver com isso?
se quero minúsculas para dizer coisas grandes?
se quero de pequenez engatar sábio?
que tens tu com isso?
tuas palavras longe do meu pensamento...
| esta coisa fez me lembrar outra coisa que começa com esta pequena história...
é certo que a mulher que me fez não sabia fazer nada daquilo que sabia que iria fazer; passou a vida, e ainda passa, a dizer-me coisas a serem úteis um dia... coisas em que acreditava de alma, coração e cabeça... certo dia em que recorri às coisas que ela me transmitira, cheguei à seguinte conclusão: Cresci educado, fiz-me bom, tão bom quanto me deixaram ser feito e, ainda assim, estou completamente errado, desconcertado, aldrabado, vilipendiado, danado, ferrado, enfadado. Porque à minha volta todas as coisas são o contrário daquilo que haveriam de ser, privilegia-se a mediocridade, satura-se a sabedoria, copia-se, inveja-se, odeia-se, maltrata-se, tudo, toda e qualquer que seja a coisa... e entre coisas li algures uma parte da verdade - minha mãe - essa mulher sábia que tudo me quis transmitir, que de todos os esforços considerou-me relíquia, estaria completamente enganada! Deveria ter feito de mim mais um e não eu próprio e só assim estaria adequado a esta coisa onde vivemos e a que chamamos - coisa.|
vês paizinho...
além de saber usar MAIÚSCULAS quando acho propósito, nem falo de ti!
que falo já cá consta um, o meu, que é a melhor coisa que o papá tem.
e tenho dito.
bom ano para todos menos para o pai e para o santo
a quem aproveito para desejar uma ano mendigado.
se quero minúsculas para dizer coisas grandes?
se quero de pequenez engatar sábio?
que tens tu com isso?
tuas palavras longe do meu pensamento...
| esta coisa fez me lembrar outra coisa que começa com esta pequena história...
é certo que a mulher que me fez não sabia fazer nada daquilo que sabia que iria fazer; passou a vida, e ainda passa, a dizer-me coisas a serem úteis um dia... coisas em que acreditava de alma, coração e cabeça... certo dia em que recorri às coisas que ela me transmitira, cheguei à seguinte conclusão: Cresci educado, fiz-me bom, tão bom quanto me deixaram ser feito e, ainda assim, estou completamente errado, desconcertado, aldrabado, vilipendiado, danado, ferrado, enfadado. Porque à minha volta todas as coisas são o contrário daquilo que haveriam de ser, privilegia-se a mediocridade, satura-se a sabedoria, copia-se, inveja-se, odeia-se, maltrata-se, tudo, toda e qualquer que seja a coisa... e entre coisas li algures uma parte da verdade - minha mãe - essa mulher sábia que tudo me quis transmitir, que de todos os esforços considerou-me relíquia, estaria completamente enganada! Deveria ter feito de mim mais um e não eu próprio e só assim estaria adequado a esta coisa onde vivemos e a que chamamos - coisa.|
vês paizinho...
além de saber usar MAIÚSCULAS quando acho propósito, nem falo de ti!
que falo já cá consta um, o meu, que é a melhor coisa que o papá tem.
e tenho dito.
bom ano para todos menos para o pai e para o santo
a quem aproveito para desejar uma ano mendigado.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Oiço discos que magoam mas que
alimentam este ego tão emagrecido.
Assim me lembro desta estória,
meu filho que agora regressas, tal messias desejado e há muito abandonado por
um pai aluno que esteve perdido por tanto, tanto, tão longo, demasiado. Tempo.
Detesto saber o tempo, seremos imortais nestes versos que não cantamos, seremos
sempre aquilo que nunca conseguimos ser, mestre e aluno, mas que tanto
aprenderam juntos e afastados, como sempre se compreenderam, meu mestre, meu
amigo.
Num tempo já longínquo para
muitos, para mim também, para ti o mesmo, e para quase todos os que lerem
estupidamente estas palavras.
Houve tal mulher que nasceu com
um defeito, sua anca não mexia, fora de seu encaixe viveu durante anos e para
sempre a atormentará ter dentro de seu corpo algo que sua mãe não lhe deu e que
o homem lhe impôs. È essa coisa do homem que com a sua já longa idade ainda lhe
permite locomover-se e trabalhar de sol a sol para sustentar um homem ingrato,
alguém que perdeu o amor algures pelo caminho, num caminho poeirento pelas
terras de África, numa qualquer cubata com uma negra de sangue quente ou com as
mulheres que o traíram e o abandonaram, sorte tem de há mais de trinta anos essa mulher cansada tomar conta de si.
Casou jovem, e ainda mais jovem
enviuvou, numa estória que para mim é perfeito nevoeiro, conheci alguns actores
em pequeno, foram quase todos levados pelo ceifeiro, de pouco tenho lembrança,
lembro o velho Cláudio sentado numa cadeira velha de café na esplanada junto à
estrada, daquelas de platex com uma folha envernizada imitar uma qualquer
madeira exótica e as pernas de ferro em que a ferrugem se mistura com a ressequida
tinta preta que as salpica, nessa mesma cadeira foi levado, sem aviso nem brio,
levado, apenas isso. Levado.
A essa pequena mulher quase tudo
foi negado, carinho, amor, atenção, um marido que desde à muito não tem
interesse, um enteado que criou como filho e que ingratamente a abandonou e criou
família sem dar de nada a ninguém, esta mulher de pequena estatura, de enorme
peito, tudo perdeu sem nunca nada ter. Até seu próprio filho, tão desejado por
ela, tão amado e incompreendido por seu pai, como alguém que não confia nos
seus próprios sapatos pode confiar num outro ser, quanto mais compreendê-lo,
compreender quanto a musica faz andar a alma, o quanto a poesia pode ser reconfortante
e uma agulha enterrada no peito ao mesmo tempo. Seu filho a abandonou, numa procura
desesperada por amor, carinho e atenção sempre nos locais errados, seu filho é
um amante da solidão, amarrado por tantos vícios, desde amar a mais bela das
mulheres às mais duras das drogas ele se perde, sua mãe sempre triste, sua mãe
sempre em pânico, sua mãe sempre com ele no peito, seu filho, tão desejado.
O sol nasce devagar pela janela,
memórias voltam. Memórias vão.
A esta hora já trabalha no meio
da merda de pessoas que estão à espera da morte, lida com doutores e gentes da
terra, atura tudo e volta sempre com um sorriso, como consegue, que tamanha
força move este pequeno ser. O que a trás de volta, porque razão nunca fugiu?!
Quem verdadeiramente ama tudo
sacrifica.
Esta mulher é minha mãe.
domingo, 30 de dezembro de 2012
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
sou o filho.
e aqui estou.
sou filho disto e daquilo e não conheço nenhum santo que tenha mais espírito que o filho do pai.
sou.
nunca escrevi na intermet porque não tinha idade para tal acto.
não tenho idade se sou filho infinito.
infinitamente a aprender ser.
acho as maiúsculas ridículas.
olá pai e santo, encontrei-vos!
e aqui estou.
sou filho disto e daquilo e não conheço nenhum santo que tenha mais espírito que o filho do pai.
sou.
nunca escrevi na intermet porque não tinha idade para tal acto.
não tenho idade se sou filho infinito.
infinitamente a aprender ser.
acho as maiúsculas ridículas.
olá pai e santo, encontrei-vos!
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Diga bom dia ao Karma com um sorriso.
Há um ditado que diz: "por puta, puta e meia." e caramba, não conheci até aos dias de hoje puta maior que esse tal que dá pelo nome de Karma. O Karma é assim uma espécie de entidade que fica acima de qualquer outro deus, seja de que religião for. Não escreve por linhas tortas. Isso é para meninos. O Karma escreve em folhas brancas, ou amarelas conforme o estado de espírito, lisas. E escreve direitinho. Com uma filha-da-puta de uma ironia de fazer inveja a qualquer adepto do sadismo. No entanto, como qualquer discípulo, há que reconhecer o valor do seu mestre, e dizia o Da Vinci que pobre é o discípulo que o não supera. E voltamos ao inicio. Dizer bom dia ao Karma com um sorriso.
É preciso ter uma certa abertura interior, para conseguir apreender a subtileza com que ele se manifesta, e assim, poder aproveitar, usufruir, desfrutar, do máximo partido que ele nos proporciona. É aqui que eu vos falo da minha devoção pelos deuses das pequenas coisas. Os deuses das pequenas coisas, são discípulos do Karma, embora muitos deles tenham seguidos caminhos diferentes na sua forma de expressão. Contudo, a subtileza é inerente a qualquer um deles. O Destino por exemplo, irmão gémeo do Karma, é um bom exemplo.
Os deuses das pequenas coisas nunca tiveram nome próprio, e é uma das coisas que mais me fascina neles. Não se acendem velinhas aos deuses das pequenas coisas. Ninguém sabe quem eles são. Muita gente nem lhes conhece a existência. São uma espécie de entidades sombrias, e é isso que lhes dá o carisma que se lhe (pouco) conhece. Os deuses das pequenas coisas, discipulos do Karma ou do Destino, fazem com que naquele exacto momento, naquele especifico, te cruzes com aquela pessoa na rua ou tropeces no ultimo sitio que seria suposto. Os deuses das pequenas coisas fazem acontecer o improvável e o inédito. Os que são discípulos de Karma têm a particularidade de o fazer com o tal sentido de humor que pouca gente aprecia, mas que eu acho fenomenal.
Ontem tive um encontro fortuito. Quando menos esperava o meu telemóvel tocou e recebi um telefonema. Ao olhar o remetente de tal chamada os colhões encolheram-se, mas atendi. Não lhe ouvia a voz à seis meses e no ultimo encontro que tivemos, saiu-me um post que se pode ler ali mais abaixo. Sem pensar, fui. Tomámos um café e ela levou-me a sua casa. Trocámos partilhas e histórias. Entre desabafos e confissões, dúvidas e impulsos, acabei a despedir-me dela com um resto de chocolate nos dentes (só vi depois). Havia-me aquecido o fogão desta vez, em vez do forno, e desta feita foi ela que me ofereceu sobremesa. Picante. O meu mal acho que é nunca forçar coisas a acontecer. Eu também sou discípulo sobretudo do Destino, e acho sempre que acontece o que tem que acontecer, no entanto, na maior parte das vezes nunca acontece nada, o que me deixa muitas vezes na duvida de são os sinais que não existem ou eu que não os sei ler. O que me leva a considerar posteriormente se estarei a aplicar correctamente a minha devoção e sentido de aprendizagem. Foda-se! Ela leva-me pra casa, faz-me jantar, oferece-me presentes, sobremesa e.. e..
Ainda não sei o que aconteceu ali. Nem o que se era suposto ter acontecido alguma coisa. Acho que vou precisar algum tempo para analisar os detalhes e os pormenores, e saber, se conseguir, quem foi o desengatado ali.
O que é que uma mulher quer dizer quando começa uma frase "Se calhar..." ou "Não sei se" ? Está a espera que a contradigam ou realmente é suposto interpretar as palavras que são proferidas?
Vou começar depois deste episódio a fazer um estudo sobre desengate involuntário.
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